Filipe Martins é preso após ordem de Alexandre de Moraes
- Neriel Lopez
- 2 de jan.
- 3 min de leitura

Nesta sexta-feira (2), a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, que estava em prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro. A ordem para o retorno do regime fechado partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Martins teria descumprido uma das ordens do magistrado, que era a de não usar nenhuma rede social.
Martins estava em sua casa, em Ponta Grossa, no Paraná, quando os agentes o levaram. Ele teria acessado o site LinkedIn para fazer uma busca De acordo com informações da Folha de S. Paulo, os policiais não deram explicações para Martins ou para seus advogados no momento em que cumpriam o mandado de prisão.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas ele nega ter cometido os crimes que lhe são imputados. Atualmente, Martins cumpre prisão preventiva, pois os recursos ainda não foram esgotados.
Advogado de Filipe Martins diz que prisão é vingança de Moraes
A defesa do ex-assessor Filipe Martins afirmou que a prisão dele, que ocorreu nesta sexta-feira (1º) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma “medida de vingança”.
– Filipe Martins estava cumprindo de forma exemplar, segundo o próprio ministro Alexandre de Moraes, as cautelares determinadas. Está há mais de 600 dias cumprindo todas as determinações judiciais e nunca recebeu nenhuma advertência – disse Jeffrey Chiquini.
Moraes disse, em sua decisão, que a prisão foi motivada por violação de medida cautelar. Martins, que está proibido de usar as redes sociais, teria feito uma busca no LinkedIn.
– Não importa provar ser inocente, não importa cumprir as cautelares de forma exemplar. O ministro Alexandre de Moraes decide como ele quer, da forma como ele quer, na hora que ele quer – continuou o advogado.
Email enviado para o STF baseou prisão de Filipe Martins
A Polícia Federal (PF) prendeu o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, nesta sexta-feira (2), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem do magistrado foi motivada por um email.
A mensagem foi enviada ao gabinete de Moraes por um militar da reserva que já atuou no Ministério da Educação (MEC). Ele foi o responsável por denunciar ao Supremo um suposto descumprimento de medida cautelar por parte de Filipe, que estava em prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro.
A denúncia foi feita, no dia 29 de dezembro, pelo coronel aviador da reserva Ricardo Wagner Roquetti, que afirmou ter recebido um aviso do LinkedIn informando que seu perfil havia sido visualizado por Filipe Martins. O caso foi levado ao STF como possível violação da proibição de uso de redes sociais.
No email, Roquetti relatou que acessou a ferramenta “quem viu seu perfil” e identificou a visita atribuída ao nome de Filipe Garcia Martins. Ele afirmou não ter relação com o ex-assessor e pediu apuração do fato, além de sigilo sobre sua identidade.
Roquetti atuou como diretor de programa da Secretaria Executiva do MEC em 2019, no início do governo Bolsonaro, durante a gestão do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez. À época, era considerado um dos principais assessores da pasta.
O militar acabou exonerado após se envolver em disputas internas no ministério. Os conflitos envolviam servidores ligados ao filósofo Olavo de Carvalho e integrantes do grupo militar que atuava no MEC.
A saída de Roquetti ocorreu em março de 2019, após intervenção direta do então presidente Jair Bolsonaro. O episódio evidenciou uma crise interna no ministério, marcada pela disputa de espaço e influência na condução da pasta. As informações são do Poder360.














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