Índice mundial de preços de contêineres sobe 1%, após semana de estabilidade
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Após uma semana de estabilidade, o Índice Mundial de Contêineres (WCI, na sigla em inglês) voltou a subir 1%, informou a consultoria global de supply chain Drewry. Segundo a empresa, o preço médio passou de US$ 2.287 para US$ 2.309 por contêiner de 40 pés em uma semana, impulsionado principalmente pela alta das tarifas nas rotas Transpacífica e Transatlântica.
As tarifas spot de Roterdã para Nova York saltaram 25% no período, para US$ 1.968 por contêiner de 40 pés nesta semana, rompendo o padrão habitual de estabilidade no Transatlântico. O principal fator por trás desse aumento, segundo a Drewry, é uma contração mensal de 13% na capacidade marítima disponível para abril.
Na rota Transpacífica, as tarifas spot de Xangai para Nova York subiram 7% na semana, para US$ 3.671 por contêiner de 40 pés, enquanto as tarifas para Los Angeles avançaram 9%, para US$ 2.910.
A consultoria de supply chain destacou que a Maersk está buscando aprovação regulatória nos EUA para dispensar o período de aviso prévio de 30 dias e introduzir um sobretaxa emergencial de bunker (o combustível de navegação), alegando custos elevados e voláteis em meio às tensões no Oriente Médio. Com outros armadores mantendo a pressão por aumentos de tarifa, a Drewry espera que as tarifas spot subam ainda mais nas próximas semanas.
Enquanto isso, as tarifas spot no comércio Ásia–Europa caíram nesta semana: na rota Xangai–Gênova, houve queda de 3%, para US$ 3.420 por contêiner de 40 pés, enquanto na rota Xangai–Roterdã houve recuo de 9%, para US$ 2.308 por contêiner de 40 pés.
A Drewry comentou que o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas no Estreito de Ormuz permitiu a retomada de parte da atividade marítima, mas o cenário continua incerto. “As embarcações precisam coordenar a travessia com as autoridades iranianas e, como ainda não há diretrizes claras — somadas às taxas de trânsito propostas —, os armadores avançam com cautela. O foco imediato está em liberar os navios que já estão retidos no Golfo Pérsico, em vez de enviar novas embarcações para a região.”
Ao mesmo tempo, as interrupções nos fluxos de petróleo — que respondem por quase 20% da oferta global que passa pelo estreito — continuam e podem levar meses para se normalizarem completamente. Isso segue pressionando a disponibilidade de combustível bunker, o que deve manter as tarifas de frete elevadas no curto prazo.














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