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Milhares marcham em Londres em protestos separados contra imigração e pró-palestinos

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Dezenas de milhares de pessoas ⁠marcharam pelo centro de Londres neste sábado em dois protestos ‌separados, um contra os altos níveis de imigração e outro em apoio aos palestinos.

A polícia enviou 4.000 policiais, incluindo reforços de fora ‌da capital, e prometeu ‘o uso mais assertivo possível de nossos poderes’ no que chamou de sua maior operação de ordem pública em anos.

Pouco depois do início das duas marchas, a polícia informou que havia efetuado 11 prisões por uma série de delitos. A previsão ⁠era ‌de um comparecimento de pelo menos 80.000 pessoas.

O primeiro-ministro Keir Starmer ⁠acusou os organizadores da passeata ‘Unite the Kingdom’ na sexta-feira de ‘propagar o ódio e a divisão, pura e simplesmente’.

A marcha foi organizada pelo ativista anti-islâmico Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson. O governo proibiu a entrada no Reino Unido de 11 pessoas ​que descreveu como ‘agitadores estrangeiros de extrema direita’ para participar do protesto.

Um protesto anterior liderado por Robinson em setembro atraiu cerca ​de 150.000 pessoas, segundo a polícia, e contou com um discurso em vídeo do bilionário da tecnologia dos EUA, Elon Musk. Mais de 20 pessoas foram presas, e a polícia ainda está procurando mais de 50 suspeitos.

A migração líquida anual se aproximou de ‌900.000 em 2022 e 2023, mas caiu ​para cerca de 200.000 no ano passado após regras mais rígidas de visto de trabalho.


Manifestantes pró-palestinos

Perto dali, manifestantes pró-palestinos realizaram uma marcha para marcar o Dia da ⁠Nakba, sobre a perda ​de terras pelos ​palestinos na guerra de 1948 que se seguiu à criação de Israel. ‘Nakba’ significa catástrofe em ⁠árabe.

A marcha também atraiu aqueles que ​se opunham à manifestação ‘Unite the Kingdom’, ao lado de bandeiras predominantemente palestinas.

Recentemente, Londres foi palco de uma série de ataques incendiários a locais judaicos, ​e dois homens judeus foram esfaqueados no mês passado em um incidente que está sendo tratado como terrorismo.

A ​polícia disse que as ⁠repetidas grandes marchas pró-palestinas, 33 desde o ataque liderado pelo Hamas a Israel em outubro ⁠de 2023 – deixaram muitos judeus se sentindo intimidados demais para entrar no centro de Londres.

Alguns manifestantes no sábado gritaram ‘Death to the IDF’ (Morte à IDF), referindo-se ao exército israelense, linguagem que, segundo a polícia, já havia sido motivo de prisões quando dirigida a judeus.

 
 
 

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