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Itália convoca embaixador israelense após disparos contra a ONU no Líbano

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A ⁠Itália convocou nesta quarta-feira o embaixador de ⁠Israel para exigir uma explicação sobre os tiros disparados contra ‌um comboio italiano em uma missão da ONU no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores italiano, alertando que as ‌forças israelenses ‘não têm autoridade para tocar’ nas tropas de Roma.

A força de manutenção da paz da ONU, conhecida como Unifil, está estacionada no sul do Líbano para monitorar as hostilidades ao longo de uma linha de demarcação com Israel — área onde têm ⁠ocorrido ‌grandes confrontos entre as tropas israelenses e os combatentes ⁠do Hezbollah apoiados pelo Irã.

‘Os tiros de advertência israelenses danificaram um de nossos veículos; felizmente, ninguém ficou ferido’, disse Antonio Tajani em uma sessão de perguntas no Parlamento. Mais tarde, ele escreveu no X que havia ordenado a convocação ​do embaixador israelense.

Uma declaração do Ministério da Defesa disse que o comboio logístico italiano viajava de Shama para Beirute ​nesta quarta-feira quando, cerca de 2km após a partida, militares israelenses dispararam tiros de advertência. O comboio parou imediatamente e retornou à base, segundo o comunicado.

O incidente ocorre no momento em que Israel realiza seus ataques mais pesados contra ‌o Líbano desde a eclosão do conflito com ​o grupo militante Hezbollah no início do mês passado, sob o argumento de que o cessar-fogo que suspendeu a guerra entre os EUA e Israel ⁠contra o Irã ​não se aplica ​ao Líbano.

‘Colocar em risco comboios claramente identificados com a bandeira da ONU não pode ⁠ser tolerado. Esse é um ​comportamento sério que corre o risco de comprometer a segurança das forças de paz e a credibilidade da própria missão’, disse o ministro ​da Defesa.

Crosetto conclamou as Nações Unidas a se envolverem urgentemente com as autoridades israelenses para esclarecer ​o que aconteceu ⁠e ‘adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança do contingente italiano e de ⁠todo o pessoal da Unifil’.

A Unifil contava com cerca de 7.500 membros da força de paz em 30 de março, de acordo com o site da missão, e a Itália é um dos principais contribuintes, com mais de 750 soldados destacados.

 
 
 

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