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Ex-presidente do INSS é preso em operação da PF contra descontos ilegais

  • Foto do escritor: Neriel Lopez
    Neriel Lopez
  • 13 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13) durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

A ação faz parte da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que apura a atuação de uma organização criminosa responsável por aplicar descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.

Stefanutto havia sido afastado da presidência do INSS no início do ano, quando o escândalo veio à tona, e demitido oficialmente em abril, após as primeiras investigações apontarem irregularidades no órgão.

A operação desta quinta-feira cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares em 15 estados e no Distrito Federal. Os investigados são suspeitos de estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas oficiais, além de ocultação de patrimônio.


Outro lado

Em resposta à prisão, a defesa de Alessandro Stefanutto divulgou nota na manhã desta quinta-feira em que contesta a legalidade da prisão decretada contra ele durante a operação da Polícia Federal (PF) que investiga fraudes em aposentadorias e pensões.

Os advogados afirmam que a equipe ainda não teve acesso ao teor da decisão judicial que determinou a prisão de Stefanutto e classificam a medida como “completamente ilegal”. Segundo a nota, o ex-presidente vem colaborando com as investigações desde o início e não teria praticado nenhum ato que dificultasse a apuração dos fatos.

A defesa informou ainda que irá buscar as informações que embasaram o decreto de prisão para adotar as providências cabíveis. “Stefanutto segue confiante de que, ao final dos procedimentos, ficará comprovada sua inocência”, diz o comunicado.

 
 
 

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