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EUA e Irã têm sinais de progresso nas negociações, diz Axios

  • há 57 minutos
  • 2 min de leitura

Os Estados Unidos e o Irã registraram algum progresso nas negociações nas últimas 24 horas, mas fechar um acordo antes do prazo estabelecido por Donald Trump, para as 21h (horário de Brasília), ainda parece altamente improvável. A informação foi apurada pelo Axios, com base em um oficial americano, um israelense e outras duas fontes com conhecimento das tratativas.

Segundo o site, a Casa Branca deixou de se perguntar se “conseguiremos chegar lá?” e passou a questionar “conseguiremos chegar lá até as 21h?”, o que sugere cautela sobre as chances de um acordo dentro do prazo.

Horas antes, o mesmo veículo havia afirmado que, segundo fontes, Trump poderia adiar o prazo mais uma vez.

O americano havia ameaçado destruir pontes, usinas elétricas e infraestrutura de petróleo e água do Irã caso o país não concordasse em reabrir o Estreito de Ormuz. E, nesta terça, subiu ainda mais o tom, ameaçando a população integral do Irã. “Uma civilização inteira vai morrer esta noite” a menos que Teerã chegue a um acordo de última hora, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social.

O Irã, por sua vez, sinalizou que retaliaria contra instalações de energia e água nos países do Golfo em caso de ataque.

De acordo com o Axios, os principais obstáculos no momento são a demanda iraniana por uma garantia sólida de que EUA e Israel não retomarão os ataques após uma eventual pausa, e a lentidão nas respostas da liderança iraniana em função da situação de segurança no país.

A proposta mais discutida envolve medidas de confiança mútua centradas na reabertura do Estreito de Ormuz, em troca de garantias sobre o encerramento da guerra. Um cessar-fogo de 45 dias para permitir negociações sobre um acordo mais amplo também está sobre a mesa, segundo o veículo. O Irã, no entanto, disse reiteradas vezes que se opõe a um cessar-fogo temporário.

Nas últimas semanas, EUA e Irã têm trocado propostas e contrapropostas por meio de mediadores do Paquistão, Egito e Turquia. O Irã enviou uma contraproposta na segunda-feira via mediadores que, segundo o Axios, a Casa Branca julgou não ter sido “bem o que queríamos, mas foi muito melhor do que esperávamos”.

Os mediadores passaram a trabalhar com os iranianos em emendas e na redação de um novo texto, de acordo com uma fonte familiarizada com o processo, ouvida pelo veículo.

O Wall Street Journal relatou nesta terça que o Irã teria cortado a comunicação direta após as novas ameaças de Trump contra o povo iraniano, e o New York Times noticiou que Teerã estaria se afastando das negociações. O jornal estatal Tehran Times negou ambos os relatos.

 
 
 

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